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domingo, 7 de abril de 2024

30M€ para melhorar a Linha do Minho de Nine a Viana

A IP - Infraestruturas de Portugal deu autorização para o investimento que ronda os 30 milhões de euros para melhorar a Linha do Minho, entre Nine e Viana do Castelo.

O despacho publicado prevê um investimento escalonado até 2029, resultando de uma delegação de competências em dezembro de 2023.

Esta empreitada da insere-se no Programa Nacional de Investimentos 2030.

A modernização anterior da linha, com um custo total de 86 milhões de euros, foi parcialmente financiada pelo programa Compete 2020.

A eletrificação dos troços Nine-Viana do Castelo e Viana do Castelo-Valença, realizada em 2019 e 2021, respectivamente, contribuiu para melhorar a operação, segurança e reduzir tempos de percurso.

O comboio Celta, que liga o Porto a Vigo desde 2013, continuará a operar com viagens diárias, apesar das linhas electrificadas em diferentes potências.

"Esta melhoria na infraestrutura visa beneficiar a eurorregião Galiza - Norte de Portugal, composta por 6,4 milhões de habitantes", afirma.

Linha de Cascais continua condicionada duas semanas após incêndio em subestação


A circulação ferroviária na Linha de Cascais continua condicionada e sem prazo para ser normalizada, duas semanas depois do incêndio na subestação lisboeta do Cais do Sodré, disse à agência Lusa fonte da IP - Infraestrutura de Portugal.

Devido a um incêndio ocorrido em 19 de março na subestação eléctrica do Cais do Sodré, causado por uma manobra de cablagem no âmbito de obras no Metropolitano de Lisboa, a circulação ferroviária esteve suspensa entre as 08:00 e as 18:40 entre as estações do Cais do Sodré (Lisboa) e de Algés (Oeiras).

Desde essa data, a circulação de comboios na Linha de Cascais mantém-se condicionada, com oferta mais reduzida e paragens em todas as estações, segundo confirmou à Lusa fonte da CP - Comboios de Portugal.

A mesma fonte adiantou que neste momento circulam seis comboios durante a hora de ponta e três por hora fora deste perído.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, fonte da IP indicou que ainda não existe uma previsão para o inicio de uma intervenção que permita normalizar a circulação na Linha de Cascais.

As causas do incêndio, segundo explicou a mesma fonte, "não estão relacionadas com as obras de modernização da Linha de Cascais, que se encontram em curso, nem prejudicam o normal decurso destes trabalhos, que decorrem nesta fase entre os concelhos de Oeiras e Cascais".

"A avaliação preliminar realizada apurou que durante os trabalhos no âmbito da empreitada de construção dos troços entre a futura estação [do Metropolitano de] Santos e o término da estação Cais do Sodré (linha Circular) ocorreu um curto-circuito proveniente de uma manobra de cablagem, que subsequentemente causou a deflagração de incêndio na Subestação de Tração do Cais do Sodré, que foi prontamente extinto com meios próprios", refere a IP.

Ainda segundo a mesma fonte, "o Metropolitano de Lisboa já decidiu a abertura de inquérito para averiguação do incidente e das suas causas".

No dia do incidente, numa nota divulgada na rede social Facebook, o Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa revelou ter recebido um alerta às 08:08 para "muito fumo na subestação do Cais do Sodré, com corte imediato das linhas entre o Cais do Sodré e Alcântara", tendo o incêndio sido dado como extinto às 08:53.

Cerca de 500 pessoas tiveram de ser retiradas pelos operacionais de dois comboios, um no sentido Lisboa-Algés e outro no sentido Algés-Lisboa.

Segundo os Sapadores, foram ainda retirados cerca de 30 passageiros de um comboio que teve de parar em frente à antiga FIL, no sentido Algés-Lisboa.

Protótipo de comboio movido a hidrogénio já circula na Linha do Minho


O comboio a hidrogénio que circula no Norte fará testes durante esta semana, adiantou à Lusa a IP - Infraestruturas de Portugal,  detalhando que o protótipo visa obter uma prestação idêntica a um veículo a gasóleo, mas sem emissões poluentes.

"No decorrer desta semana estão a ser realizados testes de circulação na Linha do Minho com um comboio movido a hidrogénio", confirmou à Lusa fonte oficial da IP.

De acordo com a mesma fonte, os testes "são promovidos no âmbito do projecto europeu FCH2RAIL, que tem como objectivo o desenvolvimento de um veículo protótipo ferroviário movido a hidrogénio, com financiamento de fundos europeus através do programa H2020 - CLEANH2".

"O projecto abrange a concepção e construção de um veículo protótipo inovador e a realização dos testes necessários à sua validação e aprovação", segundo a IP.

De acordo com o gestor ferroviário nacional, "o objectivo é alcançar um veículo com zero emissões e desempenho operacional competitivo com os actuais comboios movidos a diesel, tanto em veículos novos como em reabilitados".

A IP integra o consórcio de empresas de quatro países europeus (Espanha, Bélgica, Alemanha e Portugal) liderado pela DLR e que integra a CAF, Renfe, Toyota Motor Europe, Adif, CNH2 e Stemann.

Foto: Rodrigo Carvalho.

Espanha: “Se houvesse assim tanta procura, os comboios noturnos seriam viáveis”


Apesar de um novo governo, o ministro espanhol dos Transportes não espera mudanças no empenho de Portugal relativamente à alta velocidade. Óscar Puente garante que os países ibéricos têm boas relações ferroviárias, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Óscar Puente nasceu em 1968 em Valladolid. É o ministro espanhol dos Transportes e da Mobilidade desde novembro do ano passado. Foi presidente da Câmara de Valladolid entre 2015 e junho de 2023. O antigo “alcalde” sabe da importância do comboio nas ligações transfronteiriças: Valladolid foi uma das estações do Sud Express até março de 2020, quando o serviço ferroviário entre Lisboa e Hendaye (na fronteira com França) foi suspenso unilateralmente pela Renfe, que alugava o material circulante. A empresa pública ferroviária espanhola também era a parceira da CP no comboio Lusitânia, entre Lisboa e Madrid, que partilhava o percurso com o Sud Express até Medina del Campo.

Quatro anos depois, Óscar Puente põe de parte o regresso das ligações ferroviárias noturnas entre os dois países, algo singular na atual realidade europeia, onde estão a ser recuperadas ou criados comboios noturnos. O ministro espanhol está mais focado nas ligações de alta velocidade, sobretudo com Vigo, e espera reunir-se em breve com o novo homólogo português, Miguel Pinto Luz. Apesar de o ministro ser do PSD, Óscar Puente não esperar mudanças no empenho português para a ferrovia.

Anunciou que iria falar com o homólogo francês sobre relações ferroviárias transfronteiriças à margem da cimeira de ministros dos Transportes em Bruxelas. Quando vai falar com as autoridades portuguesas?

Há muito pouco tempo tive uma reunião com o embaixador de Portugal em Espanha. Na semana passada, estive em Portugal para um encontro com o embaixador de Espanha em Portugal. Ficámos à espera da formação do novo governo português para marcarmos uma reunião.

O novo ministro das Infraestruturas é Miguel Pinto Luz, do PSD. Esperam alguma mudança na estratégia do lado português?

Espero que não haja mudanças. A relação com Portugal tem sido muito boa até agora. Por isso, sinto maior necessidade de falar com França porque é mais complicado. Portugal e Espanha têm muitos objetivos e projetos comuns.

A Renfe e a CP continuam a ser parceiras ferroviárias ou a Renfe vai passar a fazer sozinha os serviços com Portugal?

Temos de ver isso. Depende do nível de liberalização da rede ferroviária portuguesa. A Renfe é uma empresa que está a crescer a nível internacional e onde tem oportunidade de operar, assim o vai fazer.

Admite o regresso dos comboios noturnos caso haja financiamento público?

Os comboios noturnos têm dois problemas: perdem dinheiro, pelo que necessitam de um apoio público; a nível operacional, a manutenção da maior parte da rede ferroviária é feita durante a noite, tornando difícil conjugar esses trabalhos com a realização desses comboios. Acho que as pessoas que defendem os comboios noturnos fazem mais barulho do que realmente representam. Se houvesse assim tanta procura, então os comboios noturnos seriam viáveis e economicamente realizáveis. Só que não há procura suficiente.

Tem novidades da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo? Do lado português, a construção não deve ficar pronta antes de 2032.

Vamos ver se agora é dado um impulso nesse projeto. Há quatro importantes ligações transfronteiriças ferroviárias, para Vigo [via Porto], Salamanca [via Guarda], Badajoz [via Elvas] e Huelva [via Faro]. Esta última ainda não está no mapa do corredor Atlântico transeuropeu. Para mim, Portugal sempre teve maior interesse em fazer a ligação ferroviária com Espanha por Porto e Vigo. Portugal deve fazer um esforço nesse corredor. Em Espanha, estamos a trabalhar na saída sul de Vigo. Atempadamente, iremos fazer a nossa parte. Mas não me comprometo com prazos.


sábado, 6 de abril de 2024

Adaptação da estação de Aveiro para alta velocidade vai custar 440 mil€.



A IP - Infraestruturas de Portugal autorizou uma despesa de 440 mil euros para adaptar a estação ferroviária de Aveiro à linha de alta velocidade, de acordo com um despacho publicado em Diário da República.

Segundo o despacho, a IP lançou o procedimento pré-contratual para a adaptação da estação de Aveiro à linha de alta velocidade ferroviária, que ligará Lisboa ao Porto, com paragens possíveis em Leiria, Coimbra, Aveiro e Vila Nova de Gaia.

A adaptação terá um custo de 440 mil euros, com encargos previstos de 407 mil euros em 2025, 16.500 em 2026 e 16.500 em 2027. Os valores não gastos podem transitar para os anos seguintes.

O comboio de alta velocidade chegará à actual estação de Aveiro, na Linha do Norte, através de ligações à futura linha de alta velocidade situadas a norte e a sul da cidade.

A linha de alta velocidade vai ligar as duas principais cidades do país, permitindo ligações directas com cerca de uma hora e 15 minutos de duração.

A primeira fase (Porto-Soure) deverá estar pronta em 2030, com possibilidade de ligação à Linha do Norte e encurtando de imediato o tempo de viagem, estando previsto que a segunda fase (Soure-Carregado) se complete em 2032, com ligação a Lisboa posteriormente, assegurada via Linha do Norte.

Mecanismo Interligar Europa atribuiu 26 mil milhões à ferrovia em 10 anos

De acordo com os dados prestados pela Comissão Europeia, relacionado com a iniciativa 'Connecting Europe Days', o objectivo  prioritário deste mecanismo europeu recai sobre o desenvolvimento da rede transeuropeia de transportes, nomeadamente, para ajudar nos "estrangulamentos transfronteiriços", as ligações tanto a portos como a aeroportos e o desenvolvimento de terminais ferroviários e rodoviários.

No que concerne a Portugal, o apoio serviu para o estudo para a ligação ferroviária de alta velocidade Lisboa-Porto e para a linha ferroviária Évora-Caia. Já num nível global europeu, uma contribuição de 800 milhões de euros para a ligação Lyon-Turim ou a "linha Báltica", com 2.500 milhões de euros.

No total, através deste mecanismo, foram construídos ou modernizados mais de 5.700 quilómetros (km) de linhas ferroviárias, actualizadas mais de 250 estações, melhorada a ligação ferroviária a cerca de 60 portos, 25 terminais ferroviários ou rodoviários e a 20 aeroportos, o que revela uma aposta da revitalização e expansão das linhas ferroviárias.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Faro aprova manifestação de apoio institucional à criação de ferrovia entre o Algarve e Andaluzia


A Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, em reunião de Câmara no passado dia 23 de março, uma manifestação de apoio institucional ao avanço da linha ferroviária de alta velocidade entre Faro, Huelva e Sevilha.

“Os vínculos históricos, comerciais e emotivos que unem as duas regiões; as localizações geográficas do Algarve e da Andaluzia relativamente ao centro económico europeu, que as coloca em posição favorável para estabelecer ligações entre Europa e África e América Latina; a necessidade desta infraestrutura para consolidar e acompanhar o seu desenvolvimento, a par dos já existentes equipamentos hoteleiros e industriais, permitindo uma conexão transfronteiriça atualmente inexistente e que, com a alta velocidade, será motor e impulso para o crescimento, foram alguns dos motivos que justificaram a aprovação desta manifestação de apoio da autarquia farense”, avança em comunicado.

Do mesmo modo, o Executivo autárquico teve em consideração que esta não é uma reivindicação apenas da governança, mas também dos empresários e agentes sociais das duas regiões e que, sendo prioridade da União Europeia a sua coesão territorial, em particular as periféricas, um projeto de uma linha de alta velocidade que ligue Faro, Huelva e Sevilha deve contar com o apoio político e financeiro da União Europeia.

Renovação da Linha do Vouga acabada em 2026

A renovação da Linha do Vouga, a única em bitola métrica do país, deverá estar concluída em 2026. As obras visam restabelecer a velocidade n...