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sábado, 13 de janeiro de 2024

Austríacos da Strabag renovarão estação ferroviária histórica em Praga


O grupo de engenharia austríaco Strabag, operando através da sua subsidiária checa Strabag Rail, está a liderar a extensa renovação e modernização da histórica estação ferroviária de Masaryk, em Praga, na República Checa.

A estação é uma das mais antigas da República Checa e recebe actualmente mais de 40.000 passageiros diariamente. A construção do projecto de 137 milhões de euros – encomendado pela administração ferroviária checa Správa železnic – deverá começar ainda este mês e durar aproximadamente 44 meses. 

O âmbito dos trabalhos inclui aumentar o número de vias de acesso às plataformas de sete para nove, adaptar as plataformas existentes para um acesso sem barreiras, renovar cruzamentos, tecnologia de sinalização e linhas aéreas, bem como construir vias de ultrapassagem adicionais.

A peça central do projecto será uma plataforma triangular de aço acima dos trilhos, abrangendo 8.600 m3. Isto servirá como uma ligação pedonal entre as ruas Hybernská e Na Florenci, facilitando o acesso às plataformas e facilitando as transferências para o Metro de Praga e edifícios adjacentes de referência desenhados por Zaha Hadid Architects. 

Moritz Freyborn, gestor da divisão Strabag para a República Checa, disse que o complexo projecto apresentaria alguns desafios de engenharia e exigiria a estreita coordenação dos negócios individuais, com as obras a serem realizadas num espaço muito confinado, praticamente sem restrições às operações ferroviárias. 

“Estamos ansiosos por demonstrar a nossa experiência técnica e de consultoria neste desafiante projecto histórico na capital checa”, afirmou. O projecto de renovação irá aumentar a capacidade da estação, mas também integrá-la perfeitamente no seu enquadramento urbano.

Takargo agora é Captrain Portugal.


Aquela que é primeira operadora de transporte ferroviário privado no nosso país, mudou a sua imagem e respectiva designação da nova empresa-mãe, após a compra do negócio à Mota-Engil em meados do ano passado. 

Agora, a Captrain Portugal iniciou esta nova caminhada com uma nova identidade, que “reflecte o alinhamento da empresa com a visão do Grupo e a sua vasta rede europeia”.

Segundo o comunicado da agora Captrain Porrugal: “Esta mudança estratégica marca um novo capítulo na jornada da empresa, representando um compromisso renovado com a inovação, o serviço ao cliente e a expansão no mercado europeu de transporte ferroviário”.

Esta mudança, de acordo com a empresa: “traz também a experiência de branding mais coeso em todo o continente europeu”, beneficiando ainda da força da marca Captrain.

A empresa garante manter o seu compromisso para com a sustentabilidade, e que a médio prazo vai proporcionar soluções logísticas ambientalmente amigáveis, realçando o papel do transporte ferroviário para a redução das emissões carbónicas e para a promoção de um futuro mais verde.

Simultaneamente, faz nota que a mudança de designação e imagem ocorre sem interferir nas componentes operacionais para clientes, fornecedores e parceiros, e que todos os acordos e operações existentes continuarão sem descontinuidades.

Ainda se pode ler na nota da empresa: “Como Captrain Portugal, a empresa continuará a prestar o serviço excecional que os clientes esperam da Takargo. A mudança de marca vem com uma promessa de serviços aprimorados, utilizando tecnologia de ponta e uma rede expandida para atender às necessidades em evolução das empresas por toda a Europa”.

Defender mudança de bitola? "Ignorantes que não conhecem o mercado"


 "Quem fala disso [da mudança da bitola] são ignorantes que não conhecem o mercado ferroviário, não conhecem as mercadorias e falam sem saber, não quero pensar que seja por outras razões", afirmou o presidente da Medway.

Questionado sobre se a bitola ibérica, usada em Portugal e Espanha, é a razão para não se avançar com transporte de mercadorias por comboio para lá dos Pirenéus, que separam a Península Ibérica do resto da Europa, Carlos Vasconcelos foi perentório: "A bitola não é o problema", mas sim a falta de rede para que seja competitivo transportar carga por esta via.

"A rede espanhola para mercadorias é exclusivamente bitola ibérica, as ligações a Portugal são todas de bitola ibérica. A Adif [administradora espanhola de Infraestruturas ferroviárias] não tem projectos nos próximos 10, nos próximos 20 anos para alterar esta situação, quem disser o contrário mente abertamente e está a tentar enganar as pessoas", apontou o presidente da Medway.

Carlos Vasconcelos explicou também que construir bitola europeia em Portugal, sem que haja planos em Espanha para fazer a mesma mudança, iria obrigar a fazer dois transbordos de carga, um na fronteira com Espanha e outro na fronteira espanhola com França.

Questionado ainda sobre se a nova linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto devia permitir também a passagem de comboios de mercadorias, o responsável defendeu que a nova linha deve ser exclusiva para passageiros, para resolver os congestionamentos actuais.

Ferrovia: Porto de Aveiro/Figueira da Foz ‘alinhado’ com promoção do ‘Corredor Atlântico Ibérico’


Os portos de Aveiro e da Figueira da Foz estiveram representados pela administração no Encontro para a Promoção do Transporte Ferroviário do Corredor Atlântico Ibérico e sua conexão a Madrid, promovido pela Câmara de Salamanca.

Eduardo Feio, Presidente dos Conselhos de Administração dos Portos de Aveiro e Figueira da Foz, realçou a “importância” do corredor ferroviário para o transporte de mercadorias e reforçou a importância dos projectos em curso em ambos os portos, nomeadamente os projectos para a melhoria das condições de navegabilidade, a construção do Terminal Intermodal em Aveiro e a melhoria das condições operacionais do feixe de linhas existente no Porto da Figueira da Foz, projectos que visam aumentar a conectividade marítimo-ferroviária no transporte de mercadorias no eixo ferroviário do corredor Atlântico Ibérico.

O encontro contou com a participação do embaixador de Portugal em Espanha, de vários autarcas portugueses e espanhóis, associações empresariais da Região de Castela e Leão e das Regiões Centro e Norte de Portugal, bem como de representantes do Governo Regional de Castela e Leão.

O Município de Albergaria-a-Velha esteve representado pelo Vice-Presidente Delfim Bismarck.

No evento, discutiu-se a necessidade de incentivar o transporte ferroviário desde o Corredor Atlântico até à capital espanhola, envolvendo as regiões do Porto, Aveiro, Salamanca e Madrid.

Na declaração institucional saída do encontro, foi afirmado que é essencial a colaboração dos governos de Portugal e Espanha para construir e melhorar as linhas ferroviárias.

No final da declaração, as entidades públicas e privadas presentes no encontro exortam os governos português e espanhol a impulsionar a via de conexão do Corredor Atlântico no troço ibérico (Porto-Aveiro-Salamanca) e a sua ligação a Madrid, bem como garantir a implementação de comboios de alta velocidade.

Entre as várias presenças portuguesas, destaque para o Embaixador de Portugal em Espanha, João Mira-Gomes, o Presidente dos Portos de Aveiro e Figueira da Foz, Eduardo Feio, o representante do Conselho de Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, Joaquim Gonçalves, o Presidente da AIDA, Fernando Castro, o Vice-Presidente do Conselho de Administração da AEP – Associação Empresarial de Portugal, Paulo Vaz, e diversos autarcas portugueses.

Empresários alertam para dissonância entre linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa e regulamentação comunitária


Uma dezena de empresários, engenheiros e professores universitários alertam para os “impactos negativos para a economia nacional” da “dissonância” entre a nova linha de alta velocidade Porto-Lisboa e a regulamentação comunitária relativa à ferrovia.

Numa carta aberta dirigida aos grupos parlamentares e às direções partidárias e assinada, entre outros, pelo fundador da Iberomoldes, Henrique Neto, e pelo ex-administrador da CP e da RAVE, Arménio Matias, os signatários chamam a atenção para “a dissonância entre as características técnicas da linha submetida a concurso” – Porto-Soure, com bitola ibérica e tráfego exclusivo para passageiros – e “as características requeridas pela regulamentação comunitária relativa à ferrovia”.

Em causa está o facto de, “em dissonância com a referida regulamentação”, a anunciada linha ser “de bitola ibérica e de tráfego exclusivo para passageiros, com a agravante de troços entre Soure e Oiã […] incluírem pendentes superiores a 1,2%, inviabilizando uma futura utilização eficiente por comboios de mercadorias”.

Alertando que “tal facto tem a prazo impactos negativos para a economia nacional”, os signatários reclamam, “numa perspetiva de integração no espaço europeu”, a inclusão no caderno de encargos do concurso “de uma cláusula de salvaguarda compatível com a construção de raiz já com bitola europeia e com a alteração das características técnicas para permitir tráfego misto, prescindindo, tão cedo quanto possível, das isenções”.

Adicionalmente, defendem que “a metodologia para a coordenação da elaboração do caderno de encargos para as restantes fases da linha de AV [alta velocidade] Porto-Lisboa seja semelhante à adotada com a CTI [comissão técnica independente] do novo aeroporto, em processo participativo e aberto, com eventual recurso a apoio técnico da Comissão Europeia/DG MOVE/Coordenador do Corredor Atlântico para viabilização do prazo 2030”.

Apoio a ferrovia de mercadorias por subida dos combustíveis aguarda Bruxelas

 

Apoio ao transporte ferroviário de mercadorias pelo aumento dos custos com energia e combustíveis aguarda decisão da Comissão Europeia, disse à Lusa a tutela, apontando tratar-se de um processo negocial mais exigente do que o da rodovia.

“As autoridades nacionais têm vindo ao longo dos últimos meses a prestar os esclarecimentos e informações necessários solicitados pela Comissão Europeia com vista à sua decisão final”, esclareceu o gabinete do secretário de Estado Adjunto e das infraestruturas, Frederico Francisco, em resposta escrita à Lusa.

Em causa está o apoio previsto para o transporte ferroviário de mercadorias, que prevê, “além da mitigação do aumento do preço da energia e do combustível, a dinamização do setor do transporte ferroviário de mercadorias tendo por referência o Pacto Ecológico Europeu aprovado pela Comissão Europeia que visa a promoção de uma transição sustentável, justa e socialmente equitativa, com vista a atingir a neutralidade climática até 2050”, explicou o Governo.

Na resposta enviada à Lusa, o Governo salientou que o apoio extraordinário e excecional ao setor dos transportes de mercadorias por conta de outrem tinha como objetivo minimizar o efeito do aumento dos preços de combustível e do ‘AdBlue’, sendo apenas aplicável ao transporte rodoviário de mercadorias e sujeito a um limite máximo de 400.000 euros por operador.

Aquele apoio foi aprovado pela Comissão Europeia, no âmbito do quadro temporário de crise na sequência da invasão russa da Ucrânia, tratando-se, assim, “de um processo de notificação simplificado e por isso mais expedito”.

Ferrovia Sines/Caia será "o primeiro troço de alta velocidade do país"


O futuro Corredor Internacional Sul, que vai ligar o Porto de Sines à fronteira do Caia, em Elvas, a partir de 2025, será o primeiro troço ferroviário de alta velocidade do país, destacou hoje o Governo.

À margem de uma visita ao troço Évora Norte -- Freixo da nova Linha de Évora, que faz parte do Corredor Internacional Sul, o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, assinalou uma das características desta ferrovia.

"Não se disse durante muito tempo, porque chamava-se a linha de mercadorias, mas isto é, na verdade, o primeiro troço de linha de alta velocidade em Portugal", afirmou o governante, em declarações aos jornalistas.

Frederico Francisco salientou que, de acordo com as classificações internacionais, um troço de alta velocidade "é uma linha de caminho-de-ferro nova para velocidades iguais ou superiores a 250 quilómetros por hora".

"E esta linha cumpre esse requisito", vincou.

Segundo o governante, a nova ferrovia entre Évora e Elvas, ainda em construção, envolve "um investimento de cerca de 500 milhões de euros" e é também "o troço de linha de caminho-de-ferro mais extenso construído nos últimos 100 anos em Portugal".

Acompanhado pelo presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) e pelos autarcas de Évora e de Redondo, entre outros, o secretário de Estado viajou esta tarde a bordo de veículo de inspeção no troço Évora Norte -- Freixo da nova linha.

"Há muito tempo que não se vivia um dia para a ferrovia em Portugal", realçou, referindo à cerimónia de lançamento do concurso para a construção do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Lisboa e Porto e a esta viagem em Évora.

Questionado sobre o número e localização de plataformas logísticas a criar na região, Frederico Francisco lembrou que os municípios "fizeram um estudo que parece demonstrar a viabilidade económica" da infraestrutura.

"Aquilo que temos que demonstrar é que conseguimos, juntando as cargas da região, gerar qualquer coisa como três ou quatro comboios cheios por semana e, a partir daí, é uma questão de escolher a localização mais adequada", sublinhou.

Depois de ter ouvido o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, dizer aos jornalistas que, além das mercadorias, atribui "grande importância à possibilidade de utilização [da linha] por passageiros", o secretário de Estado foi perentório.

"É evidente que esta linha foi construída, desde o início, a pensar nas mercadorias e nos passageiros. Mesmo não estando planeadas estações de passageiros ao longo do seu trajeto, esta linha vai servir, por exemplo, para colocar Elvas a menos de duas horas de comboio de Lisboa", assegurou Frederico Francisco.

O governante disse também ter a expetativa que, com esta linha, "passe a ser possível criar-se um serviço de passageiros entre Lisboa e Madrid decente", eventualmente com paragem em Évora e Elvas, que permita aos viajantes "colocar o comboio como opção".

Sobre os prazos da empreitada, o secretário de Estado reconheceu que "esta obra está atrasada face aos prazos iniciais", precisando que o seu desenvolvimento não é uniforme e que o troço na zona de Elvas "está mais atrasado".

Já a derrapagem orçamental, acrescentou, deve-se ao aumento dos preços dos materiais, mas "não é relevante": "Se for 10%, é muito, mas não lhe chamaria derrapagem, porque resulta das revisões de preços, que são normais", concluiu.

De acordo com o presidente da IP, Miguel Cruz, as obras de construção civil e colocação da infraestrutura estarão concluídas no primeiro semestre deste ano, seguindo-se um período para trabalhos relacionados com sinalização.

"A expetativa é, em 2025, termos esta linha em funcionamento", previu.

Renovação da Linha do Vouga acabada em 2026

A renovação da Linha do Vouga, a única em bitola métrica do país, deverá estar concluída em 2026. As obras visam restabelecer a velocidade n...