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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Passe Ferroviário Nacional. PM disponível para debater alargamento.

 


O Primeiro-Ministro António Costa deu hoje abertura, para um possível alargamento do Passe Ferroviário Nacional a comboios interregionais e intercidades, após ter sido lançada a proposta pelo Deputado Rui Tavares neste primeiro dia de debate da proposta de Orçamento do Estado para 2024 na generalidade.

O Passe Ferroviário Nacional foi uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2023, aprovada pelo Governo. Este passe está à venda desde o dia 1 de julho, custa 49 euros por mês e pode ser adquirido nas bilheteiras da CP. No entanto, é válido apenas para os comboios regionais.

"Obviamente temos toda a disponibilidade e interesse em prosseguir o debate, que tem sido construtivo ao longo destes orçamentos consigo, designadamente relativamente à política de transportes públicos e à possibilidade de podermos ver em que medida é possível alargar as condições para a utilização de passes no conjunto dos transportes públicos", respondeu António Costa a Rui Tavares.

Actualmente, o Passe Ferroviário Nacional abrange pouco mais de 7% dos passageiros transportados pela CP. A restrição aos comboios regionais cria situações estranhas para quem queira viajar com este passe em zonas como a Linha do Douro, ou numa ida à Figueira da Foz.

sábado, 28 de outubro de 2023

A "Contradição": Comboios prejudicados em detrimento dos camiões.

 

Nos transportes, nomeadamente o segmento relacionado com a componente dos transportes rodoviários, possui um peso de aproximadamente 28% dos gases de estufa, e que a meta traçada de redução das emissões é de 45%. No nosso país, um único comboio consegue transportar 450 toneladas de mercadorias.

A nível rodoviário, para a mesma quantidade em matéria de comboio, são necessários 19 camiões, que neste momento é o transporte mais utilizado para as mercadorias. Por cada um desses camiões, são lançados para a atmosfera cerca de 20,37 kg de CO2 por quilómetro percorrido.

No entanto, está previsto para o próximo Orçamento de Estado que o valor das portagens para camiões irá baixar e as taxas de transporte por comboio irão aumentar, o que entra em contradição com a actuação de outros países membros da UE, que irão taxar as mercadorias com elevado peso carbónico, seja na produção seja no transporte, o que faz com que esteja em marcha, o inicio de uma alteração do actual paradigma. 

Um dos responsáveis da Medway, operador privado do segmento ferroviário que conta com uma frota de 69 locomotivas - 35 eléctricas e 34 diesel -, 2917 vagões e terminais logísticos, falou recentemente numa entrevista a um jornal do centro do país que  "os problemas mais urgentes a resolver no transporte de mercadorias por ferrovia em Portugal não se prendem com a bitola ibérica – distância entre carris inferior ao de, praticamente, toda a Europa -, mas com o tamanho das composições, que, devido à pequena dimensão das zonas de cruzamento, permitem 19 carruagens, em vez das 50 no restante continente, implicando mais custos de operação, menor rentabilização e menos mercadoria transportada.", afirmou Frederico Fialho, do departamento de Marketing da Medway.

Linha da Beira Alta ainda sem data de reabertura.

 

O Ministro das Infraestruturas, João Galamba não vai arriscar e dar uma data fixa sobre a reabertura da Linha da Beira Alta.

O Ministério das Infraestruturas recusa apresentar uma nova data para que os comboios voltem a circular entre a Pampilhosa e a Guarda. Os atrasos nas obras a cargo da Infraestruturas de Portugal (IP) sucedem-se e a CP, que põe os comboios a circular, teve de abrir um concurso para garantir autocarros de substituição pelo menos até ao final de agosto.

Quando a Linha da Beira Alta fechou para obras, em 19 de abril do ano passado, a IP estimou que os comboios voltariam aos carris em janeiro deste ano. No arranque de 2023, a gestora da rede ferroviária comunicou à CP e aos operadores de mercadorias (Medway e Captrain/Takargo) que a nova data de reabertura seria 12 de novembro.

Em 16 de maio, João Galamba reafirmou a data de reabertura prevista pela IP. "Estamos a fazer um esforço imenso em termos das nossas equipas e das equipas das quatro empreitadas que estão a correr. Estamos, de facto, comprometidos em reabrir a linha no dia 12 de novembro", afirmou o ministro, citado pela Lusa, após visitar as obras no sub-troço Mangualde-Celorico da Beira.

Ana Paula Vitorino: "Terceira travessia do Tejo tem de existir e tem de ser ferroviária"

 


Numa recente entrevista ao Dinheiro Vivo, a antiga Ministra do Mar e actual Presidente da AMT, falou sobre a questão da terceira travessia do Tejo, um projecto tantas vezes anunciado e outras tantas vezes adiado. A ex-governante mostrou a sua visão sobre a matéria:

"...a dita terceira travessia do Tejo, seja com a configuração que já existiu, seja com outra qualquer, tem de existir e tem de ser ferroviária. Isso tem de existir. Ou seja, não podemos estar a pensar o futuro do país em função do novo aeroporto. E uma terceira travessia do Tejo garante o norte-sul, as ligações norte-sul que não existem. Porque na Ponte 25 de Abril é uma ficção teórica pensar que podem passar comboios de mercadorias ou que podemos lá pôr muitos mais com transporte de passageiros. Temos de ter uma terceira travessia ferroviária. E depois, se também é ou não rodoviária, isto já dependerá de se a localização do novo aeroporto é na margem sul ou na margem norte. Diria que, como especialista em transportes e como presidente da AMT, é necessária uma nova travessia ferroviária do Tejo que garanta as ligações ferroviárias norte-sul a nível nacional, que garanta que as mercadorias possam ter um decréscimo substancial de custo, porque fazer vários quilómetros pelo interior do país para chegar ao sul não é, com certeza, vantajoso para a economia. E nem é sustentável do ponto de vista do transporte de mercadorias, assim como também não é sustentável no transporte de passageiros. Não podemos diminuir drasticamente o tempo de percurso nas ligações do Porto ao Algarve, de Setúbal a Viana do Castelo sem tornar a ferrovia competitiva, porque temos de tornar o nosso país competitivo também."

Elisa Ferreira defende o valorizar da ferrovia para ligar Norte do país à Galiza

 


De acordo com o ECO, a Comissária Europeia da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, defendeu uma valorização da ferrovia na Eurorregião Norte de Portugal - Galiza, para lhe dar “alguma consistência interna”, aproveitando as potencialidades da região.

 Afirmou que: “Por estrada a situação mudou completamente, com a nova ponte de atravessamento do rio Minho melhorou completamente, há outras dimensões que precisam de ser exploradas, e eu acho que a via férrea é algo que precisa de ser valorizado”.

Dando o seu próprio exemplo da viagem feita esta semana de Bruxelas para a Galiza, em que teve de aterrar no Porto e depois seguir de carro para o encontro anual Interreg (em Santiago de Compostela), bem como de outras que costuma fazer para o Porto, a comissária observou que nos voos “vêm imensos galegos que apanham um carro e vêm para a Galiza” por falta de alternativa.

“Continua a haver apoios para as grandes redes transeuropeias, neste caso há que equacionar também as ligações por comboio, por via férrea”, salientou a comissária, antiga ministra do Ambiente e do Planeamento. Elisa Ferreira assinalou que “neste momento, para fazer qualquer viagem em Espanha, em França ou em Itália, não se anda praticamente de avião, são as linhas férreas que estão a fazer isso”.

No caso regional de Portugal e da Galiza, Elisa Ferreira entende que “há necessidade de pensar, também, a Eurorregião […] de uma forma integrada e de uma forma a dar-lhe alguma consistência interna”, para que “toda a dinâmica e toda a potencialidade, mesmo industrial, económica, agrícola, marítima, piscatória que aqui existe, possa vingar num contexto europeu que, de facto, se vira cada vez mais para leste”.

“Há que pensar as coisas de alguma forma, estrategicamente”, observou, rejeitando a ideia de que “os fundos estruturais, depois de tantos anos de apoio, façam estradas”. “Está-se a tentar apoiar cada vez mais a investigação, a transferência de conhecimento para as empresas, a instalação de empresas mais viradas para a frente, mais tecnológicas”, vincou a comissária.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Contentor verde da Medway segue viagem para Barcelos.

  


A exposição itinerante da MEDWAY “Mercadorias na Ferrovia” vai ser em Barcelos, a partir de amanhã e até dia 29 de outubro.

A iniciativa pretende sensibilizar a sociedade para práticas sustentáveis e, através de dinâmicas para toda a família, a MEDWAY apresenta aqueles que considera que são os passos para a sustentabilidade e o futuro no sector. 

Num fim de semana que incluirá actividades como pinturas faciais e truques de magia, a exposição no interior do contentor transmite mensagens de sensibilização ambiental acerca das vantagens da ferrovia e do transporte de mercadorias para as empresas, para o meio ambiente e, por consequência, para a sociedade em geral.

“Como operador logístico e ferroviário, sabemos que o nosso papel pode ser muito importante na contribuição para uma mobilidade e futuro mais sustentáveis. Ainda há um percurso a fazer no sentido de tornar o sector da mobilidade cada vez mais sustentável, mas consideramos fundamental promover este tipo de iniciativas, para sensibilizar a população e as empresas para um tema tão importante. Acreditamos que a educação ambiental contribui para escolhas cada vez mais amigas do planeta e para um futuro melhor”, afirmou Carlos Vasconcelos, Presidente do Conselho de Administração da MEDWAY.

Movimento critica criação de ecopista em vez de comboio na Linha do Vouga

Movimento Cívico pela Linha do Vouga volta a mostrar-se contra a Ecopista do Vouga, que foi recentemente inaugurada, e defende o regresso do comboio a Viseu.

Após a inauguração da Ecopista do Vouga, voltaram-se a ouvir vozes críticas contra a mesma. O MCLV - Movimento Cívico pela Linha do Vouga demonstrou mais uma vez a indignação perante o trajecto construído no lugar do antigo corredor ferroviário, defendendo a opção de fazer regressar o comboio a Viseu.

Para o Movimento, a Ecopista do Vouga é "a invasão de uma moda de circunstância e despesista, em total contradição com os objectivos nacionais de coesão territorial e descarbonização da economia”.

O MCLV também lembra que Viseu é a maior cidade europeia sem comboio. "Em 2024, Viseu será Cidade Europeia do Desporto, mas continuará a não ser servida pelo transporte ferroviário, embora se orgulhe de ter 'a maior ecopista da Península Ibérica', com mais de 120 quilómetros de extensão, construída precisamente em cima de dois canais ferroviários: os do Vouga e do Dão", referem os cidadãos.

O movimento criticou igualmente a forma como a Ecopista do Vouga foi desenvolvida ao longo dos anos, classificando- a como uma "circovia" e referindo que foram necessários "14 anos, 5,5 milhões€ e 6 inaugurações para que esta manta de retalhos sem qualquer tipo de planeamento ou estudo prévio tanto de utilização, como de reabertura à exploração ferroviária, fosse concluída".

Renovação da Linha do Vouga acabada em 2026

A renovação da Linha do Vouga, a única em bitola métrica do país, deverá estar concluída em 2026. As obras visam restabelecer a velocidade n...