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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Renovação da Linha do Vouga acabada em 2026


A renovação da Linha do Vouga, a única em bitola métrica do país, deverá estar concluída em 2026. As obras visam restabelecer a velocidade normal dos comboios e reforçar a segurança dos passageiros, sendo realizadas ao longo de 96 quilómetros em vários troços.

Já foram renovados os percursos Santa Maria da Feira-Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga-Águeda. O troço entre Oliveira de Azeméis e Sernada, sem serviço de passageiros desde 2013 devido à degradação, está em obras desde fevereiro e deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2024, segundo o Ministério das Infraestruturas. 

Incêndios recentes afetaram a via perto de Sernada do Vouga, segundo alertou o Movimento Cívico pela Linha do Vouga.

A intervenção entre Espinho e Santa Maria da Feira, que depende da escolha de um concurso, será concluída no final de 2024. O troço Águeda-Aveiro, cuja obra foi lançada recentemente, será o último a ser renovado, com término previsto para 2026.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Acordo para aumentos e regulamentação de carreiras anula greve na CP


Foi suspensa a greve na CP marcada para esta quarta-feira. Sindicato e empresa chegaram a acordo tendo em vista aumentos salariais e a regulamentação das carreiras. Todos os índices salariais vão ser actualizados em 1,5% a partir de 1 de agosto e o valor do subsídio de refeição sobe para 9,20€. O processo negocial vai ser retomado em setembro.

"Nos termos do acordo todos os índices salariais são atualizados em mais 1,5% a partir de 1 de agosto de 2024 e o valor do subsídio de refeição sobe para 9,20€", lê-se em comunicado divulgado pela FECTRANS - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações.

O entendimento, indica a plataforma de 11 sindicatos, estabelece "que as novas categorias profissionais resultantes da fusão de actuais categorias são de acesso voluntário e que as mesmas se mantêm e com a garantia de progressão de carreira e com as mesmas funções".

A FECTRANS salienta ainda que a administração da CP "aceitou implementar o acordo de 29 de maio de 2023, unificando os prémios anuais de produtividade e revisão, para igual valor do prémio da carreira de condução, com efeitos a 1 de agosto deste ano, sendo o próximo pagamento em fevereiro de 2025."

Sem "prejuízo de aplicação do agora acordado", o acordo pressupõe que, a partir da última semana de setembro, sejam "retomadas as negociações" para "rever as grelhas salariais", "concertar com as organizações sindicais as regras de transição para as novas grelhas salariais" e "dar continuidade ao acerto nos conteúdos funcionais das carreiras/categorias em que foi identificada a necessidade da continuação da discussão".

Os trabalhadores da CP haviam cumprido na passada segunda-feira um primeiro dia de paralisação, o que deveria ocorrer novamente esta quarta-feira. Isto após terem já feito greve a 28 de junho.

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Terceira via sobre o Tejo com parte ferroviária.

O Governo decidiu construir a ponte que fará a terceira travessia do Tejo em Lisboa (TTT) entre Chelas e o Barreiro. A ponte será simultaneamente ferroviária e rodoviária.

Esta nova travessia vai resolver constrangimentos de capacidade da infraestrutura ferroviária nas ligações a sul.

Neste âmbito, aumenta a competitividade dos serviços ferroviários entre Lisboa e a região sul (Alentejo e Algarve) com redução de cerca de 30 minutos face aos percursos actuais, bem como com maior frequência dos serviços.

Reduz o tempo de percurso no eixo Lisboa-Barreiro em 10 minutos e no eixo Lisboa-Setúbal em 30 minutos, e permite ainda o reforço da oferta ferroviária suburbana (Linhas de Cintura, de Sintra e Eixo Norte/Sul).

Finalmente, permite o tráfego ferroviário de mercadorias sem restrições.

Aliança Ibérica: Ligação ferroviária Lisboa-Madrid deve começar a funcionar em 2025.

A ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid deve iniciar o seu funcionamento em 2025. Este é, pelo menos, o entendimento da Aliança Ibérica pela Ferrovia, que indica que a Península não deve esperar pela concretização dos grandes investimentos.

O apelo foi feito no passado domingo, após a realização das Jornadas Ibéricas pela Ferrovia, em Lisboa. Segundo comunicado da Associação Zero, que organizou a segunda edição das jornadas, os dois países devem acelerar os planos, tendo em vista o Mundial de Futebol em 2030.

"Numa altura em que os investimentos na alta velocidade ferroviária entre Lisboa e Madrid, e entre Lisboa e Porto, estão plasmados no Plano Ferroviário Nacional e podem e devem ser acelerados tendo em vista a realização do Campeonato Mundial de Futebol da FIFA, agendado para 2030, em Portugal, Espanha e Marrocos, é imperativo que sejam tomadas medidas com o objetivo de tornar os tempos de viagens através da ferrovia competitivos com as viagens aéreas, uma vez que 15% a 20% dos movimentos aéreos de Lisboa e do Porto destinam-se a cidades da Península”, lê-se no documento.

Além disso, a aliança pede que seja feita uma análise aos serviços noturnos e serviços regionais transfronteiriços que foram cancelados e reduzidos nas últimas cinco décadas.

As jornadas apelaram para o facto da criação de serviços poder ser “operacionalizada desde já”, não sendo necessário esperar “pela concretização dos grandes investimentos [do Plano Ferroviário] que, sendo inadiáveis e urgentes, demorarão algum tempo a concretizar-se”, dando o exemplo da “nova travessia ferroviária do Tejo que não ficará pronta antes de 2030”.

A ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid deve iniciar o seu funcionamento em 2025. Este é, pelo menos, o entendimento da Aliança Ibérica pela Ferrovia, que indica que a Península não deve esperar pela concretização dos grandes investimentos.

O apelo foi feito este domingo, após a realização das Jornadas Ibéricas pela Ferrovia, em Lisboa. Segundo comunicado da Associação Zero, que organizou a segunda edição das jornadas, os dois países devem acelerar os planos, tendo em vista o Mundial de Futebol em 2030.

"Numa altura em que os investimentos na alta velocidade ferroviária entre Lisboa e Madrid, e entre Lisboa e Porto, estão plasmados no Plano Ferroviário Nacional e podem e devem ser acelerados tendo em vista a realização do Campeonato Mundial de Futebol da FIFA, agendado para 2030, em Portugal, Espanha e Marrocos, é imperativo que sejam tomadas medidas com o objetivo de tornar os tempos de viagens através da ferrovia competitivos com as viagens aéreas, uma vez que 15% a 20% dos movimentos aéreos de Lisboa e do Porto destinam-se a cidades da Península”, lê-se no documento.

Além disso, a aliança pede que seja feita uma análise aos serviços noturnos e serviços regionais transfronteiriços que foram cancelados e reduzidos nas últimas cinco décadas.

As jornadas apelaram para o facto da criação de serviços poder ser “operacionalizada desde já”, não sendo necessário esperar “pela concretização dos grandes investimentos [do Plano Ferroviário] que, sendo inadiáveis e urgentes, demorarão algum tempo a concretizar-se”, dando o exemplo da “nova travessia ferroviária do Tejo que não ficará pronta antes de 2030”.

Conselho de Ministros aprovou a antecipação da LAV Lisboa - Madrid.


O Conselho de Ministros aprovou a antecipação da ligação ferroviária de alta velocidade (LAV) entre Lisboa e Madrid.

O Governo prevê que a ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid vai ligar as duas cidades em 3h. Este percurso junta-se aos trajectos Lisboa-Porto e Porto-Vigo, com os seguintes tempos previstos de 1h15 para Porto-Lisboa e 0h50 para Porto-Vigo.

Lisboa e Madrid ficarão a apenas três horas de distância, tornando o transporte ferroviário uma alternativa competitiva às ligações aéreas.

O governo destacou que a ligação ferroviária mais competitiva vem trazer:

. Descarbonização dos transportes

. Desenvolvimento económico

. Coesão territorial e social

. Impulso decisivo ao sector ferroviário

domingo, 28 de abril de 2024

Transporte de combustível via ferrovia Aveiro – Sines da Prio baixa pegada carbónica


A PRIO iniciou o transporte de combustíveis líquidos por via-férrea, entre o Porto de Aveiro e Sines.

O Terminal de Granéis Líquidos recebeu o primeiro de dois comboios do novo serviço regular de distribuição de biocombustível, no dia 18 de abril, inaugurado pela PRIO.

O transporte vai permitir retirar todos os meses, dezenas de camiões das estradas, segundo o comunicado.

O novo serviço irá decorrer de forma regular, todos os meses, entre Aveiro e Sines. “Este primeiro serviço ferroviário foi concluído no dia seguinte e consistiu no total de dois comboios carregados com 720 toneladas de biocombustível cada, produzido a partir de resíduos no complexo PRIO Novas Energias situado no Porto de Aveiro”, refere a mesma nota.

Luís Nunes, Director da Prio Supply frisou que a empresa tem “procurado inovar e descarbonizar em todas as etapas da cadeia de abastecimento, da fase de produção até à entrega do produto final aos clientes”.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

O comboio "vintage" a energia solar.


Comboio que funciona a energia solar? Sim!

Podia ser um comboio com uma visão futurista, mas não.Encontra-se na Austrália, este comboio vintage, que tem como plataforma base, um comboio dos anos 40, que desde 2017 percorre uma antiga linha em Nova Gales do Sul.

O comboio em plenas condições faz uma viagem de dez minutos, para cada lado, ao longo de três quilómetros. O bilhete custa quatro dólares (2,4 euros) para uma viagem ou oito dólares (4,8 euros), ida e volta.

Foi uma iniciativa da empresa The Byron Bay Company, para além de restaurar os dois veículos da composição, recuperaram a linha, que estava sem uso. Os veículos em questão era os antigos New South Wales Government Railways 600 Class, com os números 661 e 726, construídos em Sydney em 1949 pela Chullora Railway Workshops, num total de 20 unidades (dez conjuntos de dois veículos), sendo que estes dois são os únicos operacionais. 

Para a construção da carroçaria foi utilizado alumínio, de modo a baixar o peso, montado num chassis de aço. Para a propulsão, foram montados dois motores GM Detroit Diesel 6/71 de seis cilindros e 7,0 litros de cilindrada, com 165 cv cada. Acoplado ao motor estava uma caixa hidráulica Allison TCLA 655.

Os dois veículos, 661 e 726, deixaram de ser utilizados em 1991 e 1994 e, em 1995, foram deixados ao abandono na Lithgow State Mine Railway. Após o restauro, em 2015, o comboio fazia viagens turísticas, até aparecer a ideia de o converter a energia solar. De origem, o comboio estava equipado com dois motores diesel.

A Byron Bay Railroad Company, foi fundada em 2014 e trabalhou persistentemente para conseguir as verbas necessárias, para a reestruturação dos três quilómetros da linha e a 16 de Dezembro de 2017, o serviço foi oficialmente aberto.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Iniciativa Luso-Alemã 'Ferrovia em Portugal'


A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, juntamente com a Germany Trade & Invest do Ministério Federal Alemão da Economia e Ação Climática, organizaram um simpósio em Portugal, com a participação de várias empresas alemãs e portuguesas do sector ferroviário. 

O objectivo de juntar stakeholders portugueses e alemães foi abordar as oportunidades que Portugal apresenta no sector ferroviário e potenciar parcerias para implementar na Europa.

O simpósio integrou várias intervenções institucionais e técnicas sobre as realidades ferroviárias em Portugal e na Alemanha, e encerrou com uma intervenção do Presidente da IP, Miguel Cruz, denominada 'Alta Velocidade Ferroviária em Portugal - Um Projeto Transformador'. 

Seguiram-se várias reuniões bilaterais, onde foi possível conhecer soluções inovadoras e sustentáveis que contribuem para a eficiência da gestão das infraestruturas ferroviárias, e que potenciam fortemente a mobilidade ferroviária de pessoas e mercadorias.

Com uma importante componente de networking, a iniciativa teve o apoio da IP, da Plataforma Ferroviária Portuguesa e da CP, bem como das entidades alemães VDB (Associação da Indústria Ferroviária Alemã), VDEI (Associação dos Engenheiros Ferroviários Alemães), UEEIV (União das Associações Europeias de Engenheiros Ferroviários), tendo contado com cerca de um centena de participantes.

domingo, 14 de abril de 2024

Modernização da Linha de Leixões custa 32M€ até 2027

A IP – Infraestruturas de Portugal divulgou o valor dedicado à modernização da Linha de Leixões para mercadorias: 32 milhões de euros. O valor da empreitada será repartido pelos anos de 2025 (4 milhões), 2026 (16,8 milhões) e 2027 (11,2 milhões).

Segundo o despacho do Conselho de Administração da entidade pública, esta delibera “proceder ao lançamento do procedimento pré-contratual necessário à contratação da execução”.

Este investimento enquadra-se no Programa de Melhoria em Terminais Multimodais do Programa Nacional de Investimentos 2030, e será integrada numa futura candidatura no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 da União Europeia. 

A fiscalização da empreitada terá um custo de até 3,8 milhões de euros.

A IP avança que “as intervenções preconizadas para a Linha de Leixões visam atingir o objetivo do aumento de capacidade de tráfego para comboios de mercadorias até 750 metros, através da renovação da infraestrutura e aumento do comprimento útil de linhas de resguardo nas estações de Contumil, São Mamede de Infesta, e reformulação dos feixes de recepção/expedição do Terminal de Leixões”.

sábado, 13 de abril de 2024

Exportações na ferrovia reforçadas com aliança industrial luso-britânica.


As principais associações ferroviárias de Portugal e do Reino Unido fecharam uma parceria para reforçar a cooperação. Esta aliança luso-britânica pretende ajudar a aumentar o potencial de exportação ferroviária de cada país.

A Plataforma Ferroviária Portuguesa (PFP) e a congénere britânica Railway Industry Association (RIA) anunciaram esta parceria no âmbito da visita a Portugal, realizada esta semana, de uma delegação de comércio ferroviário britânico, composta por 16 empresas.

A aliança prevê a troca de informações em várias áreas, como investigação e desenvolvimento; partilha das melhores práticas; a coordenação em feiras comerciais, exposições ferroviárias e eventos do setor em Portugal, no Reino Unido ou noutros locais; e o acesso a instalações para reuniões nos escritórios da PFP ou da RIA por membros de qualquer uma das organizações.

O memorando de entendimento foi assinado na residência do Embaixador Britânico em Lisboa e pretende fomentar uma maior cooperação e colaboração entre as duas associações industriais. Esta parceria irá ainda permitir que as duas associações trabalhem mais estreitamente, beneficiando os membros de ambas as organizações e ajudando a aumentar o potencial de exportação ferroviária de cada país, refere em comunicado.

“Esta cooperação irá alargar a partilha de conhecimento ferroviário e abrirá oportunidades de negócio mútuas entre os nossos membros associados, não só em ambos os países, mas também em terceiros, como a Commonwealth e a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)”, salienta João Figueiredo, presidente da Plataforma Ferroviária Portuguesa.

Já Darren Caplan, líder da Railway Industry Association, nota que o acordo vai beneficiar os membros de ambas as organizações através do intercâmbio de conhecimento e experiência entre os dois países. “No Reino Unido, as exportações ferroviárias desempenham um papel vital para ajudar a aumentar o crescimento e aumentar a resiliência da cadeia de abastecimento. Esperamos trabalhar com os nossos colegas da PFP para maximizar o potencial de exportação entre as nossas respetivas indústrias ferroviárias”, acrescenta.

“Somos parceiros comerciais há séculos e espero que este memorando reforce a colaboração entre as indústrias ferroviárias britânica e portuguesa, concretizando projetos em Portugal, no Reino Unido e noutros locais, contribuindo para a prosperidade das nossas duas nações”, referiu Lisa Bandari, embaixadora britânica em Portugal.

Medidas do Governo para a ferrovia: “Propostas são primeiro passo importante” afirma a APEF.


Depois de apresentado, na passada quarta-feira, o programa de Governo do executivo liderado por Luís Montenegro, a APEF – Associação Portuguesa de Empresas Ferroviárias, emitiu ontem, um comunicado onde se mostra satisfeita com as medidas previstas no documento para o transporte ferroviário de mercadorias, afirmando estar na expectativa para conhecer, a breve prazo, mais detalhes sobre as propostas agora anunciadas.

Segundo nota enviada às redações, no entender da APEF, estas medidas são o caminho para melhorar a competitividade da ferrovia, com o objectivo de equilibrar a concorrência entre os diferentes modos de transporte e no âmbito da política europeia da sustentabilidade ambiental.

De acordo com o Director-executivo da APEF, Miguel Rebelo de Sousa, “as propostas do novo Governo são um primeiro passo importante e esperamos que outras se sigam no futuro contribuindo, deste modo, para atingirmos os objectivos de descarbonização com os quais Portugal se comprometeu, permitindo assim uma significativa redução das emissões de CO2, para benefício de todos”.

Miguel Rebelo de Sousa destaca, entre as várias medidas anunciadas, a promoção da transferência modal das mercadorias para a ferrovia, corrigindo os desequilíbrios na taxação da infraestrutura e a respectiva revisão da Taxa de Uso da Infraestrutura, eliminando a distorção existente relativa à rodovia: “é fundamental avançar-se imediatamente com esta revisão e terá de existir uma convergência com a Taxa de Uso espanhola, de modo a sermos competitivos no espaço ibérico, uma vez que o valor da taxa espanhola é oito vezes menor àquela que é praticada em Portugal”.

Sobre as outras propostas do Governo para o sector, como a adopção de mecanismos de incentivo à modernização e interoperabilidade do transporte de mercadorias e a eliminação de custos de contexto, nomeadamente, limitações na formação de pessoal e das condições de operação, a APEF salienta que são medidas genéricas que é preciso detalhar.

"Existem custos de contexto que penalizam a competitividade do transporte ferroviário de mercadorias. Por exemplo, é preciso liberalizar a compra de energia elétrica para a ferrovia, que continua a ser feita pela IP e não pelos operadores; e corrigir o erro do Decreto-Lei 84/2022, que obriga os operadores ferroviários a utilizarem 75% da energia que consomem com origem em fontes de energia renovável a partir de 2025, situação que não ocorre em mais nenhum sector”, termina o responsável da APEF.

Porto de Setúbal: Electrificação dos acessos ferroviários aos Terminais Portuários.


O concurso público para a eletrificação do “last mile” ferroviário, de acesso aos terminais portuários do Porto de Setúbal, já foi lançado e irá permitir reduzir os constrangimentos existentes na ligação dos terminais à rede ferroviária nacional. 

Esta obra compreende a eletrificação dos ramais e canais de acesso aos terminais, facilitando a etapa final do transporte (last mile) e a reformulação do layout ferroviário para permitir manobras entre o porto e o complexo de mercadorias de Praias do Sado.

O investimento será de 17,5 milhões de euros, o prazo para apresentação de propostas decorre até 1 de julho e o período previsto para a realização dos trabalhos é de 420 dias.

A empreitada agora a concurso faz parte do Projecto Rail2Green, que está a ser desenvolvido pela APSS - Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, em conjunto com a IP – Infraestruturas de Portugal, e abrange um conjunto de intervenções que vão garantir melhorias operacionais e de segurança, permitindo ainda a recepção/expedição e circulação de composições com 750 metros e o aumento do volume de mercadorias transportadas por ferrovia com origem/destino no Porto de Setúbal.

De acordo com o Presidente da APSS, Carlos Correia, «Designámos este projecto com marca Rail2Green, este é um dos projectos estruturantes que está a ser desenvolvido pelo Porto de Setúbal, no âmbito da nossa estratégia “Hub2Green”, e que tem como principal objectivo transformar o porto num “hub” económico de desenvolvimento sustentável na cidade, na região e no País. 

A eletrificação do “last mile” ferroviário vai possibilitar a melhoria das acessibilidades ferroviárias à zona central do porto, a descarbonização do interface ferroviário e o aumento da capacidade de recepção de comboios. Irá também, diminuir os tempos da operação ferroviária e obter uma maior eficiência das condições de operação com segurança e sustentabilidade, naquele que é já o segundo porto nacional que mais comboios movimenta».

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Linha do Oeste sem comboios entre Meleças e Torres Vedras durante quatro meses

 

A linha do Oeste estará encerrada entre Meleças e Torres Vedras para tentar ganhar tempo após os atrasos nas obras de modernização que decorrem, que assim poderão decorrer sem a passagem dos comboios.

A empreitada de Modernização compreende a execução dos seguintes trabalhos:

. Construção de desvios ativos, para cruzamento de comboios, com uma extensão de 16 km, o Desvio Ativo 1 entre a estação de Mira Sintra-Meleças e o apeadeiro da Pedra Furada e o Desvio Ativo 2 entre a estação da Malveira e o Pk 44+300;

. Electrificação integral do troço no sistema 2 x 25KV / 50 HZ;

. Estabilização de taludes e construção de muros de suporte;

. Benefeciação em cinco estações e seis apeadeiros, com o alteamento de plataformas e a criação de acessos para pessoas com mobilidade condicionada;

. Construção de uma subestação de tração elétrica em Runa e postos autotransformadores;

. Automatização e supressão de Passagens de Nível;

. Construção de nove passagens desniveladas;

. Reabilitação estrutural do túnel da Sapataria e rebaixamento da plataforma ferroviária para colocação de catenária nos tuneis de Sapataria, Boiaca, Cabaço e Certã;

. Instalação do Sistema Eletrónica, Telecomunicações e GSM-R;

. Instalação do Sistema de Retorno de Corrente de Tração e Terras de Protecção.

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Governo propõe medidas para a Ferrovia.


Novo governo, diferentes estratégias. O novo Governo de Luís Montenegro apresentou medidas para o sector ferroviário, que se encontram na proposta de Programa de Governo para a Legislatura apresentada na Assembleia da República. Aqui ficam:

. Criar um novo modelo de exploração no transporte ferroviário de passageiros, descentralizando a gestão dos serviços de transporte de natureza eminentemente local, bem como reduzindo substancialmente as barreiras a entrada de novos concorrentes:

. Impulsionar o transporte ferroviário de mercadorias, o que passa por:

. Rever a aplicação da Taxa de Uso da Infraestrutura para comboios de mercadorias, eliminando a distorção existente relativamente ao transporte rodoviário;

. Adoptar mecanismos de incentivo à modernização e interoperabilidade do transporte de mercadorias;

. Eliminar custos de contexto, nomeadamente, limitações na formação de pessoal e das condições de operação;

. Promover uma nova relação entre o transporte ferroviário e os passageiros, nomeadamente:

. Aprovar um regime legal de defesa dos direitos dos clientes/passageiros, efetivo e transversal a todo o transporte público (rodoviário, ferroviário e marítimo/fluvial);

. Renovar a imagem do transporte público junto dos passageiros, recuperando a confiança perdida.

CMA CGM e GTS Rail internacionalizam-se com nova joint venture

Um dos "big players" do Shipping, o armador francês CMA CGM e a operadora italiana ferroviária GTS Rail estão estabelecendo uma nova joint venture dnominada European Container Network para levar  a sua colaboração a um nível internacional. As duas empresas já cooperam em Itália, especialmente a partir do porto de Génova.

Com esta nova iniciativa, a GTS Rail pretende expandir a sua rede aos portos europeus, especialmente ao longo do eixo Reno-Alpino, afirmou um porta-voz da empresa . “A Joint Venture está numa fase inicial, mas o projecto é desenvolver uma rede europeia”, afirmaram.

Para isso, a GTS Rail está trabalhando na obtenção de certificações para operar em diversos países do Velho Continente. Já tem um para a Suíça e espera conseguir mais antes do final do ano. 

Quando isto acontecer, a empresa não terá mais de depender de parceiros externos para fornecer tracção ferroviária fora das fronteiras italianas. Dado que a GTS Rail é bastante activa no porto de Génova, o porta-voz sublinhou a importância do Terzo Valico, a nova ferrovia que liga o porto ao Corredor Reno Alpino RTE-T, que deverá estar pronta por volta de 2025.

Aliança Ibérica pela Ferrovia quer "Mundial pelo Clima" em 2030


"Um Mundial pelo Clima" é o nome da iniciativa, que será hoje apresentada em Lisboa e em Barcelona, tendo em conta que, em 2030, Portugal, Espanha e Marrocos serão os anfitriões da competição.

Uma das propostas é a criação de "bilhetes verdes", um passe para os jogos, com transporte ferroviário incluído e outros transportes públicos para as deslocações dentro das cidades, a um preço inferior ao do "bilhete castanho", por opsição, sem transporte incluído, disse à agência Lusa Acácio Pires, dirigente da associação Zero, que integra a Aliança Ibérica.

A travessia para Marrocos seria feita por via marítima, evitando-se sempre o transporte em avião, acrescentou.

"Para já, como parte da Aliança, faremos as diligências necessárias junto das federações em Portugal e em Espanha, mas é também necessário o envolvimento dos governos", defendeu Acácio Pires.

Os próximos mundiais, sustentou, devem atingir objetivos concretos para a neutralidade carbónica: "É necessário que contem menos com as compensações de emissões e mais com reduções efetivas".

Uma forma de alcançar os objetivos climáticos é reduzir emissões no setor dos transportes, sublinhou. A intervenção na forma como as pessoas se deslocam para as cidades é considerada fundamental.

"Além das federações nacionais e dos bilhetes verdes, procuramos chamar a atenção da FIFA (Federação Internacional de Futebol) para agir de forma responsável", acrescentou.

A Aliança espera que o novo Governo avance com os investimentos já previstos na ferrovia e que lance a nova ligação Lisboa-Madrid, em alta velocidade, reclamada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

Isabel Damasceno assume importância estratégia da ferrovia directa a Salamanca.


A Comissão de Coordenação Regional do Centro afirma que a ligação directa do Porto de Aveiro às redes europeias de transporte ferroviário continua a figurar nos documentos estratégicos que orientam o desenvolvimento regional.

A Presidente da CCDR Centro, Isabel Damasceno discursou no aniversário da abertura da barra do porto de Aveiro e não escondeu que a economia regional está muito dependente da acção dos portos de Aveiro e da Figueira e que a competitividade dos portos depende, de forma directa, dessa capacidade de fazer a ligação ao centro da Europa.

Numa primeira fase e no curto prazo, a presidente da CCDRC fala na melhoria da articulação com a linha do norte e daí para a linha da Beira Alta em fase de modernização.

Mas sem esquecer que o futuro vai depender de uma ligação em alta velocidade capaz de unir Aveiro – Viseu – Guarda e Salamanca.


domingo, 7 de abril de 2024

Ferrovia 2020 - Eletrificação da Linha do Algarve


Foram realizados trabalhos junto à Estação de Alcantarilha, no âmbito da empreitada de eletrificação do troço Tunes -Lagos, pela IP - Infraestruturas de Portugal

Uma intervenção desenvolvida no âmbito do programa de modernização da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia 2020, cofinanciado pela União Europeia.

A electrificação integral da Linha do Algarve assegurará grandes benefícios ao nível da segurança, eficiência, qualidade de serviço e sustentabilidade ambiental. 

A operação, integralmente com recurso a material circulante eléctrico, permitirá a utilização de composições mais modernas, confortáveis e rápidas, reduzindo em 25 minutos o tempo de percurso entre Lagos e Vila Real de Sto. António.

Japão: Manteram estação aberta para uma menina ir estudar.


Esta história não é nova, mas revela a importância de um meio de transporte no impacto positivo numa pessoa.

No Japão, uma empresa ferroviária decidiu manter uma estação de comboio funcionando para atender um único utilizador: a então adolescente Kana Harada, de Shirataki, uma zona que então tinha 36 residentes, e que dependia do comboio para ir e voltar de sua escola. A estação era Kami-Shitataki.

Naquela altura, em meados da década passada, a empresa Japan Railways preparava-se para fechar a estação Kyu-shirataki, no norte do país, por causa da falta de passageiros.

No entanto, a companhia percebeu que a linha estava sendo usada por essa estudante e, então, decidiu manter a estação aberta até que a jovem acabasse os estudos. Além da estudante, outros alunos utilizam esse comboio, só que eles utilizavam outras estações adjacentes.

Foi exactamente isso que aconteceu: A linha encerrou as operações em março de 2016, data que coincidiu com o finalizar dos estudos. Antes de se formar, ela levava cinco minutos para ir até a estação, de onde pegava o comboio para ir para a escola.

Muitos divergem sobre os factos da história (Apesar de real). Aqui realçamos a questão do impacto do transporte na vida de alguém.

30M€ para melhorar a Linha do Minho de Nine a Viana

A IP - Infraestruturas de Portugal deu autorização para o investimento que ronda os 30 milhões de euros para melhorar a Linha do Minho, entre Nine e Viana do Castelo.

O despacho publicado prevê um investimento escalonado até 2029, resultando de uma delegação de competências em dezembro de 2023.

Esta empreitada da insere-se no Programa Nacional de Investimentos 2030.

A modernização anterior da linha, com um custo total de 86 milhões de euros, foi parcialmente financiada pelo programa Compete 2020.

A eletrificação dos troços Nine-Viana do Castelo e Viana do Castelo-Valença, realizada em 2019 e 2021, respectivamente, contribuiu para melhorar a operação, segurança e reduzir tempos de percurso.

O comboio Celta, que liga o Porto a Vigo desde 2013, continuará a operar com viagens diárias, apesar das linhas electrificadas em diferentes potências.

"Esta melhoria na infraestrutura visa beneficiar a eurorregião Galiza - Norte de Portugal, composta por 6,4 milhões de habitantes", afirma.

Renovação da Linha do Vouga acabada em 2026

A renovação da Linha do Vouga, a única em bitola métrica do país, deverá estar concluída em 2026. As obras visam restabelecer a velocidade n...